quinta-feira, 12 de julho de 2012

Artur Orsi é candidato a vereador nas eleições municipais de 7 de outubro

Após dois mandatos marcados principalmente pela fiscalização do Executivo, função que considero até mais importante que legislar, serei candidato novamente a uma vaga na Câmara Municipal de Campinas. Entre nossas iniciativas, posso destacar a autoria do pedido de cassação do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos, que culminou também com o impeachment de Demétrio Vilagra, que era vice e acabou assumindo a vaga, tudo isso em razão do maior escândalo político da história de Campinas. Desde 2005, quando fui eleito pela primeira vez, apontei irregularidades no governo de Hélio e tive que enfrentar a sólida base de apoio do ex-prefeito, que rejeitava em plenário a quase totalidade de meus requerimentos de informações, instrumento a serviço da fiscalização. Na sequência, propus e presidi a CPI da Corrupção, que apurou desvios de aproximadamente R$ 180 milhões em contratos, na Sanasa e Prefeitura. Como legislador, propus entre outras leis (veja meu perfil completo ao lado), a que tornou obrigatória a divulgação, pela Internet, de todos os contratos, fornecedores e despesas das empresas públicas do município, como é o caso da Sanasa, Emdec e Setec.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

CPI da Corrupção aponta superfaturamento milionário em contratos e propõe medidas de controle em Campinas


Propomos e presidimos a Comissão que, além de investigar, quer evitar a impunidade e tornar mais eficientes mecanismos de proteção aos cofres públicos. A CPI apurou que os recursos desviados durante a gestão do ex-prefeito Dr. Hélio totalizam aproximadamente R$ 200 milhões. Só na Sanasa, em apenas três contratos, o superfaturamento totalizou R$ 36 milhões em quatro anos – o que ficou comprovado com a economia milionária obtida quando da realização, depois do chamado “escândalo da Sanasa”, de novas licitações para os mesmos serviços prestados antes. O relatório final da Comissão, aprovado na Câmara no dia 20 de junho, será encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria Municipal de Gestão e Controle e Ministério Público. Seguem abaixo outras conclusões:

  • Irregularidades em empreendimentos imobiliários: o total em obras de contrapartidas não realizadas em projetos irregulares somam mais de R$ 113 milhões;
  • Tráfico de influência e facilitação para a instalação de antenas de telefonia celular regulares na cidade;
  • Medidas anticorrupção: sugestão à Câmara Municipal que aprove projeto de lei, de iniciativa da Comissão e já em tramitação, que coíbe a prática de nepotismo na administração direta e indireta; recomendação ao prefeito para que a Gerência de Controladoria da Sanasa tenha procedimentos independentes e autônomos;
  • Convênio Sanasa e CpqD: gastos de R$ 16 milhões com um programa de georreferenciamento que, passados seis anos, não funciona.

          Assista matéria veiculada na imprensa de Campinas.