sexta-feira, 18 de março de 2011

Relatório paralelo aponta falhas na CPI da Sanasa, mas é rejeitado na Câmara


Em mais um esforço para evitar que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou fraudes em licitações na Sanasa terminasse em pizza, apresentamos um relatório à parte, que foi rejeitado pela base de sustentação do prefeito Hélio na Câmara Municipal de Campinas. A CPI deixou muito a explicar, como, por exemplo, um depósito milionário feito na conta particular do ex-presidente da Sanasa Luiz Castrilon de Aquino. Leia abaixo trecho de matéria publicada no site da Câmara:


Câmara aprova relatório final da CPI das Licitações
A Câmara aprovou nesta quarta-feira (09/03) o relatório da CPI das Licitações que concluiu que não há indícios de que a quadrilha denunciada pelo MP tenha conseguido êxito na Sanasa e IMA, mas aponta que é necessário o aprofundamento das investigações por parte da Policia Federal e Ministério Público nos 363 contratos feitos em órgãos do Governo do Estado, Sabesp, Prodesp, Prefeitura de São Paulo, TJSP e no próprio MP, entre outros.
Exceto o vereador Artur Orsi (PSDB), todos os vereadores da Comissão assinaram o documento elaborado pelo relator, o vereador Sebastião dos Santos (PMDB). Orsi pediu durante a reunião que os colegas não aprovassem o relatório, mas o documento foi aprovado por 18 votos a 6.
O vereador tucano apresentou um documento à parte que foi lido durante a sessão pelo presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT). Nele, Orsi questiona a metodologia utilizada pela CPI para analisar as denúncias e coloca sua posição contrária. Ele pediu a inclusão deste documento como relatório  correspondente ao apresentado pela Comissão. Com 18 votos contra 8 a proposta foi rejeitada pelos vereadores.
A Comissão Parlamentar de Inquérito investigou a denúncia de fraudes nas licitações da Sanasa e IMA, vencidas pelas empresas Lotus, Infratec e Pluriserv. A CPI das Licitações foi instaurada em setembro, após denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério  Público de que uma quadrilha havia fraudado licitações em diversos órgãos públicos do Estado de São Paulo e Tocantis, com 363 contratos, cujos valores somam mais de R$ 600 milhões.