terça-feira, 26 de outubro de 2010

Por que votar em Serra

Segue abaixo artigo publicado domingo no Correio Popular de Campinas, onde exponho algumas das inúmeras razões para que todos votem em José Serra para presidente da República.


O primeiro motivo para que todo brasileiro que preze a democracia votar em Serra é a própria democracia. Nosso candidato lutou, durante a ditadura militar, pela volta à normalidade democrática do país, pelo fim do regime de exceção e não pela substituição de uma ditadura de direita por outra de esquerda.

Mas há muito mais motivos. A experiência e a honestidade de Serra no trato e da coisa
pública são atestadas por sua carreira vitoriosa de deputado federal, senador, secretário estadual, ministro, prefeito da maior capital do país e governador do maior estado brasileiro. Em nenhum desses cargos, ao longo de mais de três décadas, houve uma só acusação de irregularidade envolvendo seu nome. E, em todos eles, Serra se destacou pela sua capacidade de trabalho, pela ousadia e pelos resultados – entre eles o de “melhor ministro da Saúde do mundo”,  criando o mais elogiado e eficiente método público de combate à Aids e enfrentando grandes corporações para implantar os genéricos que hoje beneficiam milhões de pessoas no Brasil.
Por tudo isso, nosso candidato tem biografia e história política. Jamais precisou de apadrinhamento, não é fruto da criação, não se fiou em atalhos para chegar aonde chegou
Com Serra o Brasil poderá mais, muito mais, pois ele acredita que o governo deve cumprir o papel de guardião dos bens públicos e trabalha a serviço do cidadão. Seu modelo é a eficiência na gestão, a exemplo do adotado ao longo dos oito anos do Governo Fernando Henrique Cardoso, responsável pelas grandes mudanças no cenário brasileiro que culminaram na quebra da espinha dorsal da inflação, na implantação do Plano Real e na construção da realidade que vivemos hoje. Com José Serra, o aparelhamento do Estado que causa a ineficiência será severamente combatido e a dívida pública contida.
Na área da Segurança, é preciso ficar claro que o Estado de São Paulo – governado há 16 anos pelo PSDB – foi o estado onde os crimes mais diminuíram no Brasil. Se o Brasil, onde são assassinadas cerca de 50 mil pessoas por ano, tivesse o mesmo índice de homicídios por 100 mil habitantes que tem São Paulo, o número de mortes no país se reduziria pela metade. E com a disposição de Serra de combater o narcotráfico e o contrabando de armas, com uma política séria e já anunciada de patrulhamento das fronteiras, há uma garantia de que a criminalidade no Brasil chegará a níveis civilizados pela primeira vez em décadas. 
Os programas sociais, como o Bolsa Família, não só continuarão com Serra – que os ajudou a criar no governo de FHC – como voltarão a ter o objetivo do qual foram desviados, que é o de auxiliar famílias a educarem seus filhos, dar mais saúde à população de baixa renda e indicar a elas o rumo a ser tomado em direção à cidadania.
O tempo mostra que políticas públicas eficientes, guiadas por gestores responsáveis, sobrepõem-se às limitações cronológicas, mesquinharias políticas e espertezas eleitorais. Com o PSDB no governo, o Brasil retomará o caminho do desenvolvimento sem atalhos exóticos, sem olhares amistosos para ditaduras, orgulhoso do passado recente que construiu e confiante na experiência e capacidade de governar de José Serra, já sobejamente aprovada pela população. 

sábado, 9 de outubro de 2010

CPI enrolada

Estamos realizando um grande esforço para que a CPI das Fraudes envolvendo a Sanasa e a IMA não se transforme em mais uma enrolação da Prefeitura e de seus aliados na Câmara. Mas está difícil. Abaixo, reportagem publicada hoje no jornal Todo Dia.

Requerimentos da CPI ficam ‘represados’


Pedidos de informações à Sanasa e IMA chegam 15 dias depois de aprovados; responsabilidade gera entrave

NICE BULHÕES
O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Fraude, Sérgio Benassi (PCdoB), informou que apenas ontem os requerimentos com pedidos de informações foram entregues à Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento) e à IMA (Informática de Municípios Associados), mesmo tendo sido aprovados dia 22. Um jogo de empurra foi travado entre o presidente da Câmara de Campinas, Aurélio Cláudio (PDT), e Benassi para justificar o não envio.
A constatação de que os requerimentos não haviam sido entregues foi feita por Artur Orsi (PSDB), um dos dois vereadores de oposição à administração de Hélio de Oliveira Santos (PDT) dentro da CPI. Na manhã de ontem, ao consultar o site da Câmara para fazer o acompanhamento informatizado dos documentos, Orsi descobriu que se encontravam “concluso à presidência”. Protocolou requerimento pedindo explicações a Benassi, inclusive requerendo informações sobre outro requerimento aprovado que não constava no sistema.
O requerimento não incluso pede cópias às duas empresas de economia mista, controladas pela prefeitura, do relatório de pagamentos (despesas) feitas por elas em contratos celebrados com as empresas suspeitas de participar de fraudes em licitações desde 2004. À tarde, o sistema digital da Câmara havia sido alterado e constava que os requerimentos haviam sido encaminhados à prefeitura (trâmite normal) no dia 6. “É uma vergonha e uma afronta ao respeito e credibilidade da Casa”, criticou Orsi. Para o vereador Vicente Carvalho (PV), integrante da CPI, foi mais uma manobra da base do governo.
“A CPI tem autonomia, mas tem um ritual de repassar para a presidência os requerimentos para que os documentos cheguem com a chancela da Casa. Como descobri que estavam parados na mesa do presidente da Casa, fui eu mesmo hoje entregar os documentos”, disse Benassi. Para Aurélio, a incumbência é de Benassi. “A culpa tá clara e irei falar com ele e, dependendo o que me dizer, posso acionar a Corregedoria.”
O relator da CPI, Sebastião dos Santos (PMDB), disse estar surpreso com o não envio dos requerimentos. “Para mim, já estava chegando as respostas da Sanasa e IMA.”

sexta-feira, 8 de outubro de 2010