quarta-feira, 18 de novembro de 2009

G 11

O que está ocorrendo hoje em Campinas, nas relações entre a administração do prefeito Hélio de Oliveira Santos e boa parte da base aliada na Câmara nada mais é que o reflexo de um governo que, para ser eleito para um segundo mandato, juntou no mesmo balaio partidos que têm visões políticas completamente opostas. Formou-se, evidentemente, um balaio de gatos cuja confusão se reflete hoje na Câmara.
Ao lotear os diversos cargos de primeiro e segundo escalão do governo municipal, o prefeito espalhou pela cidade movimentos distintos, partidos antagônicos e interesses opostos, criando um arena onde cada agremiação procura não só tirar o melhor proveito das posições conseguidas como também impedir que outros partidos avancem sobre determinados territórios.
Evidentemente que, num regime democrático, quem ajuda a eleger, ajuda a governar. Vai daí que, com a colcha de retalhos partidária que ele criou na cidade, a eclosão de insatisfações gerais é inevitável.
Acreditava-se que essas insatisfações fossem eclodir em 2010, ano eleitoral, quando os ânimos ficam mais acirrados, mesmo porque, em uma eleição nacional, é praticamente impossível conciliar partidos como o PT de Marta com o PP de Maluf, o stalinista do PC do B e o DEM, o próprio PDT com seus rachas etc.
Então o não atendimento desses interesses distintos acabou gerando essa situação que determinou a criação do G 11, um grupo de 11 vereadores que resolveram se declarar independentes das determinações oriundas do quarto andar do Paço. Nós, da oposição, vemos um bom momento para ampliar o debate em torno das propostas do governo – que não passarão mais pelo sistema de 'rolo compressor' – e para fazer valer de modo mais efetivo as prerrogativas do Legislativo, principalmente a fiscalização dos atos do Executivo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mais requerimentos aprovados

Segue abaixo, trecho de reportagem publicada hoje no jornal Todo Dia.

Grupo dos 11 impõe nova derrota ao prefeito Hélio na Câmara

O "rolo compressor" criado na Câmara de Campinas por vereadores da oposição e por um grupo de parlamentares independentes, que se identifica como Centrão ou G-11, levou o governo Hélio de Oliveira Santos (PDT) a sofrer uma nova derrota política na sessão legislativa de ontem. Os vereadores aprovaram três requerimentos de informação de autoria do tucano Artur Orsi que questionam a utilização de verbas públicas e a contratação de servidores para cargos sem concurso público.
Entre os requerimentos da autoria de Orsi aprovados ontem está um que requer do Executivo a relação completa dos empregados contratados pela SPDM (Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) para prestar serviços ao Complexo Hospitalar Ouro Verde.
Os vereadores também aprovaram um requerimento que pede a lista de todas as despesas efetuadas pelos servidores que ocupam cargos comissionados ou em comissão com passagens aéreas e diárias de viagens e sobre a aplicação da lei municipal 13.637/09 que obriga a identificação dos veículos da administração pública por meio de adesivos.